Amado Sem Nem Sequer Tê-Lo Amado Primeiro

No Antigo Testamento, em Isaías 53:5-7 lemos:

“Mas Ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas Suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre Ele a iniqüidade de nós todos. Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a Sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim Ele não abriu a sua boca.”

Quando nos deparamos com este texto, uma pergunta certamente vem à nossa mente: _ Por que Jesus fez o que fez, passou pelo que passou, sofreu o que sofreu? Qual a razão de tanto sofrimento, de tantos maus tratos a um homem que não fez mal a ninguém, muito pelo contrário, curou, amou, cuidou, alimentou, deu atenção, ressuscitou?

Essa questão pode ser respondida! Basta apenas consultarmos o infalível manual do Supremo Fabricante, a doce, infalível e imutável Palavra de Deus.

Quando Deus criou o homem, Ele o criou sem pecado, sem maldade, sem malícia, porém, deu-lhe a possibilidade de tomar decisões, de escolher seu caminho. Ele também lhe deu um propósito, uma tarefa que era a de cuidar e embelezar o jardim do Éden, o qual Deus havia posto como sua habitação e também como ponto de encontro entre Ele, o Criador e sua obra-prima, o homem.

Deus também estabeleceu regras, entre as quais estava não tomar do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal que estava no centro do jardim. Porém, mesmo assim, o homem decidiu desobedecer ao Senhor, achando que ao comer o fruto (depois de ouvir a mentira da serpente) ele e sua mulher seriam como Deus, que seus olhos se abririam para um novo mundo de poder e glória. O fim todo mundo já sabe: remorso, tristeza, vergonha e fim da comunhão entre Deus e o homem.

 O que Deus deveria fazer num momento como esse? Destruir o homem por completo e criar uma nova geração sem livre arbítrio? Deixar o homem impune?

 Se Deus destruísse o homem, o Diabo certamente diria que Deus estaria sendo injusto, que tinha criado a humanidade apenas para depois destruí-la sem dar tempo para que se arrependesse.

Se Deus não destruísse o homem, nem o julgasse, o Diabo certamente diria que o Senhor estaria sendo conivente com o pecado, fechando os olhos diante dos pecados do homem e os tolerando.

Como um Deus cuja Palavra declara que ‘é amor’ (1ªJoão 4:8) poderia ser justo ao mesmo tempo? Não deveria Ele então julgar o homem por sua maldade e desobediência? Mas, o Seu amor o deixaria julgar e condenar a coroa de Sua criação?

O Senhor declara em Sua Palavra em Êxodo 23:7c: “… Não justificarei o ímpio.”.

Ao mesmo tempo a Bíblia declara em Romanos 3:23-24:

“Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus.”

Como um Deus justo que declara através das palavras do seu servo, o Apóstolo Paulo, que todos os homens pecaram e estão destituídos da Sua glória poderia dizer ao mesmo tempo que havia justificado os homens através do sacrifício de Seu filho?

Primeiramente Deus declara em Romanos 5:6-10 que:

“Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a Seu tempo pelos ímpios. Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer. Mas Deus prova o Seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo Seu sangue, seremos por Ele salvos da ira. Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de Seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela Sua vida.”

 Perceba bem o que Paulo declara aqui: “…tendo sido justificados pelo Seu sangue, seremos por Ele salvos da ira.” (Romanos 5:9).

Justificados do quê? Salvos de que ira?

Justificado’ significa ser declarado justo por alguém. Salvos da ira’ significa que fomos salvos da ira conseqüente de nossa vida de pecados.

Todos nós pecamos. Todos nós perdemos todos os direitos diante de Deus através do erro de Adão. Já nascemos com uma tendência ao mal em algum aspecto da nossa vida. Mas de onde vem esse mal? Onde se origina a corrupção do coração do homem?

 Você já parou para pensar que você não precisa ensinar uma criança a mentir? Nem a manipular, ou usar de chantagem? Existe uma mal inerente ao homem que se intensifica a medida que ele cresce e vai tomando suas decisões e rumos na vida. Como pode um filho criado em um ambiente de respeito, idoneidade e pureza de repente se tornar um pedófilo, um adúltero, um negociador ilícito? Existe uma única palavra que define tudo: pecado.

Através de Adão o pecado entrou na terra e a maculou.

A justiça precisava ser feita, porém, a misericórdia disse ‘não’, mas foi a graça que disse: _ Eu vou no lugar dele. Eu assumo a culpa deste pecador.

Como Deus justo, o Senhor precisava satisfazer Sua justiça punindo o erro do homem. Pois como pode um Deus puro e santo passar por um impune? Como pode um Deus infalível errar? Como pode um Deus incorruptível tomar a mancha do não-julgamento de um ímpio?

Deus achou uma maneira de justificar o ímpio que viesse a se arrepender, pois o homem em si não conseguiria pagar o preço e a pena pela sua desobediência.

Deus entregou Seu próprio filho na cruz, inocente, sofrendo todo tipo de injustiça e violência.

A ira de Deus que deveria ter caído sobre o homem, caiu sobre Seu filho e, assim, foi satisfeita Sua necessidade por justiça.

Isaías declarou que “…ao Senhor agradou moê-lo…” (Isaías 53:10a), pois assim a justiça do Senhor foi satisfeita e sua ira ‘descontada’ em Jesus e, ao mesmo tempo, Seu amor se tornou ainda maior diante de tal demonstração.

Só nos restam perguntas que ecoam em nossos corações:

Que amor é esse? Quem pode se comparar ao Senhor em termos de amor?

Mesmo sabendo em sua eterna onisciência que o homem pecaria e que continuaria pecando e fazendo atrocidades inacreditáveis, como Ele pode ainda nos amar mais e mais?

Romanos 5:8:

“Mas Deus prova o Seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.”

Você morreria pelo assassino de um parente seu? Ou iria para a cadeia no lugar do ladrão mais conhecido da cidade? Ou ainda daria sua vida para manter vivo o juiz mais corrupto da sua nação? Foi o que Deus fez!

Não havia nada e ainda não há nada no homem, em homem algum, que o justifique diante de Deus.

Isaías declara que “…todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas maldades como um vento nos arrebatam.” (Isaías 64:6).

 

Deus não julga e traz justiça sobre as grandes maldades da terra hoje porque se Ele o fizesse teria que nos julgar também por todas as nossas maldades. Ou você acha que os seus pensamentos impuros não são vistos por Deus?

Eu e você somos maus por natureza e necessitamos de um Deus que nos limpe. E esse Deus já providenciou isso! Ele providenciou Seu filho que morreu em nosso lugar, pagou nossa sentença, sofreu o que deveríamos sofrer, suportou o que deveríamos ter suportado.

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus.”

(João 3:16-21)

Hoje o único e exclusivo caminho de acesso ao Pai é através do Seu Filho Jesus:

“Disse-lhe Tomé: Senhor, nós não sabemos para onde vais; e como podemos saber o caminho? Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.”

(João 14:5-6)

Nem homens, nem espíritos, nem vozes, nem boas obras aperfeiçoarão sua vida e lhe conduzirão a Deus. Somente Jesus, o Filho de Deus é que pode nos conduzir ao Pai. Não adianta apenas crermos que podemos recomeçar e fazer um novo fim, se no final desta caminhada não estiver de mãos dadas com o Filho de Deus caminhando de encontro ao Pai que tanto nos ama e que deu Seu melhor por nós, injustos pecadores.

O homem cria tantas maneiras de fugir da responsabilidade de encarar Deus face a face. Tenta dizer que vai se reencarnar, ou que está sendo conduzido por espíritos de luz que o levarão a Deus, ou que está sob a autoridade de determinado pastor, padre, monge, guru, enfim, desculpas e mais desculpas são dadas a cada dia que se passa.

Porém, naquele grande dia só poderemos ficar impunes e justificados diante do Supremo Juiz que sonda e conhece o profundo dos corações se tivermos nossa vida nas mãos do Supremo Advogado Jesus:

“Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo. E nisto sabemos que o conhecemos: se guardarmos os seus mandamentos. Aquele que diz: Eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade. Mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele. Aquele que diz que está nele, também deve andar como ele andou.”

(1ªJoão 2:1-6)

Pense nisso e não perca tempo! Entregue sua vida nas mãos de Jesus hoje mesmo! Arrependa-se do seus pecados e receba o perdão que só Jesus, só Ele, pode te dar!

Um abração forte!

Que Deus te abençoe!

Gean Pierre

(Escrito em 16/05/2010 – 23:00h – Itajaí / SC)

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