Ser Simplesmente Filho: Minha Maior Alegria

Batismo“Batizado Jesus, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre ele. E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.

(Mateus 3:16-17)

Assim como a ação de entrar numa garagem por diversas vezes não me transforma em um automóvel, assim tampouco ir por inúmeras e religiosamente repetidas vezes à igreja não me torna um cristão de fato.

O texto em destaque que acabamos de ler mostra Jesus logo após seu batismo no rio Jordão. A Palavra diz que Ele se dirigiu a João Batista que pregava todos os dias o arrependimento (não o remorso apenas) nas margens do rio Jordão e já logo batizava os que recebiam a mensagem e sentiam-se compelidos à mudança de vida. Jesus então pediu a João que O batizasse.

Como lemos, logo após Sua saída das águas, os céus se abriram, talvez uma forte luz, um relampejo de glória, um clarão apareceu. Viu-se então uma manifestação do Espírito Santo na forma de um animalzinho que normalmente utilizamos como símbolo da paz, a pomba, e ouviu-se então uma voz que dizia que Jesus era um filho que Lhe dava prazer.

Imperceptivelmente após nos dedicarmos a um tempo de caminhada com Jesus começamos a sentir uma obrigação, gerada pelo meio em que vivemos, de darmos frutos para Deus, de mostrarmos que estamos fazendo alguma coisa para o nosso Pai em demonstração de gratidão ao fato de Ele ter “amado o mundo de tal maneira” (João 3:16), mundo este que nos inclui.

Nos baseamos em textos que falam que “toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo” (Mateus 7:19) e assim, nos tornamos obcecados pela produção de frutos, ainda que estes sejam provocados pela força de nosso braço, pela variedade de nossas habilidades, pela persuasão de nossas palavras inflamadas de convicção.

Não que não devamos produzir frutos. Devemos sim produzir frutos, e bons frutos para a glória de Deus. Porém, gostaria de mostrar a você algo lindo e que espero que possa trazer conforto e alívio ao seu coração cansado na caminhada.

No texto que lemos, Jesus não havia ainda começado o Seu ministério de milagres e maravilhas quando dirigiu-se ao rio Jordão para ser batizado por João, o batista. Ele, mesmo não tendo pecado, entrou nas águas e foi batizado por João, apontando um exemplo da necessidade de sepultarmos nossa velha vida para vivermos uma nova em Deus.

Simplesmente FilhoNote algo importante aqui, Jesus não havia trabalhado ainda para o Seu Pai Celestial, não havia curado enfermos, ressuscitado mortos, operado maravilhas diante dos olhos dos povos que O cercavam, não havia fama, não havia credenciais, outdoors com o Seu nome, relatórios descrevendo seus feitos.

Todavia, o Espírito do Senhor desceu sobre Ele e a voz do Seu Pai foi ouvida declarando essas lindas palavras “Este é Meu filho em quem me comprazo”. Em outras palavras Deus estava dizendo “Este é Meu filho lindo que Me dá prazer”, “Este é o filho que Amo tanto simplesmente por Ele ser Meu filho”.

Se você ler com atenção e com o coração aberto os quatro evangelhos em especial, você certamente, pela instrução do doce Espírito Santo, perceberá que o objetivo das mensagens de Jesus sempre foi apresentar-nos e revelar-nos o Pai.

Ele falava tanto no Pai que levou Felipe à pedir-lhe:

“…Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta.”

(João 14:8b)

Ele sempre foi apaixonadamente apaixonado pelo Seu Pai ao ponto de dizer que Ele e o Pai tinham e têm tudo em comum:

“Tudo quanto o Pai tem é meu”

(João 16:15a)

“Eu e o Pai somos um.”

(João 10:30)

E ainda disse que era dirigido pelas palavras de Seu Pai:

“Porque Eu não tenho falado por Mim mesmo, mas o Pai, que Me enviou, Esse Me tem prescrito o que dizer e o que anunciar.”

(João 12:49)

Jesus tinha prazer em copiar Seu Pai:

“Então, lhes falou Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que o Filho nada pode fazer de si mesmo, senão somente aquilo que vir fazer o Pai; porque tudo o que este fizer, o Filho também semelhantemente o faz.”

(João 5:19)

Meus amigos, Jesus tinha uma única alegria que sobrepujava qualquer outro sentimento: Ser Filho de Deus!

Ele sabia que mesmo que não fizesse nada em termos de trabalho, ainda assim Seu Pai O amaria como pudemos ver no texto que lemos. Ele sabia que Seu maior título e posição no universo era o de ‘filho’. Tudo que Ele fazia era fruto da obediência em amor ao Seu Pai pelo qual Ele era apaixonado.

As religiões tentam dizer que precisamos fazer algo para sermos aceitos por Deus como Seus filhos. As pessoas ao nosso redor tentam avaliar nossa vida para ver se estamos realmente trabalhando para Deus, mostrando que somos santos, puros, imaculados e superiores em essência e substância. A sociedade nos cobra isso, nossos amigos nos cobram isso, nossos familiares, nossos colegas de trabalho.

E isso cansa e traz mais frustração!

O que fazer então nessas horas? Quando nos sentimos inúteis e fragilizados por não darmos os resultados esperados pelos que nos cercam? Quando percebemos que nossas forças não são suficientes para nos manter inabaláveis diante das tempestades que levam a nau do nosso coração quase ao naufrágio?

Nessas horas a solução está no texto que lemos.

Assim como no batismo, temos que sepultar nossa velha vida, nosso ego, nossa necessidade de reconhecimento, nossos mimos e manhas e sairmos das águas como novos homens, novas mulheres.

Então o Senhor, como no exemplo da pomba descendo sobre Jesus, virá sobre nós e habitará em nossos corações e “paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus”.

E teremos então um único propósito, um único destino, um caminho a trilhar, um único anseio: sermos filhos amados.

Cada dia mais tenho percebido que minha primeira vocação, meu primeiro chamado, meu primeiro ministério, minha primeira missão é de me alegrar simplesmente por ser filho. Meu coração tenta dizer que não estou de acordo, minha mente borbulha de questões loucas e tenta desafiar a simplicidade dessa comunhão de Pai e filho, mas o doce Espírito Santo me faz ver que há um lugar só meu no coração do Meu Pai Celeste que me ama mesmo quando não faço nada pra Ele.

Simplesmente Filho 2As vezes faço coisas tão simples pra Ele e Ele sorri pra mim, me cutuca com Seu amor, faz brotar um sorriso nos meus lábios acompanhando de lágrimas de emoção. Muitas vezes falo de coisas tão bobas com Ele, me abro sobre minhas fraquezas tão teimosas, lamento pelos meus erros insistentes, espero então por uma face carrancuda de decepção, mas o que encontro? Um olhar tão doce, palavras tão fortes que logo me constranjo e sou obrigado a tentar mudar. Ninguém resiste ao olhar do Senhor!

Sei que um dia meus olhos O verão como Ele é, mas hoje mesmo eu posso conhecê-Lo mais, amá-Lo mais, servi-Lo mais, obedecê-Lo mais, ler mais Sua Palavra, o Manual do Fabricante, que O revela sempre de uma forma mais intensa e linda.

Vamos seguir o conselho sábio de Oséias, seu convite inegável:

“Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alva, a sua vinda é certa; e ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.”

(Oséias 6:3)

Seja filho! Não existe posição mais privilegiada do que esta.

Afinal, o que você acha que é a maior herança de um Pai?

Pense nisso e busque a face do Senhor hoje mesmo!

Quando me converti, lembro que cantava uma canção na igreja que dizia: Ó, por que Jesus me ama? Eu não posso te explicar!

Verdade pura! Não sei o porquê, mas sei que Jesus me ama! E isso é a razão do meu existir!

Ele te ama e quer mudar sua vida!

Um abraço forte!

Gean Pierre

(Escrito em 15/11/2009 – Itajaí – SC – 22:10h)

Simplesmente Filho

Por         : Gean Pierre

Blog       : http://www.manualdofabricante.wordpress.com

“Batizado Jesus, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre ele. E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.

(Mateus 3:16-17)

Assim como a ação de entrar numa garagem por diversas vezes não me transforma em um automóvel, assim tampouco ir por inúmeras e religiosamente repetidas vezes à igreja não me torna um cristão de fato.

O texto em destaque que acabamos de ler mostra Jesus logo após seu batismo no rio Jordão. A Palavra diz que Ele se dirigiu a João Batista, que pregava todos os dias o arrependimento (não o remorso apenas) nas margens do rio Jordão e já logo batizava os que recebiam a mensagem e sentiam-se compelidos à mudança de vida, e pediu que O batizasse.

Como lemos, logo após Sua saída das águas os céus se abriram, talvez uma forte luz, um relampejo de glória, um clarão apareceu. Viu-se então uma manifestação do Espírito Santo em uma forma de um animalzinho que normalmente utilizamos como símbolo da paz e, ouviu-se então, uma voz que dizia que Jesus era um filho que Lhe dava prazer.

Imperceptivelmente após nos dedicarmos a um tempo de caminhada com Jesus começamos a sentir uma obrigação, gerada pelo meio em que vivemos, de darmos frutos para Deus, de mostrarmos que estamos fazendo alguma coisa para o nosso Pai em demonstração de gratidão ao fato de Ele ter “amado o mundo de tal maneira” (João 3:16), mundo este que nos inclui.

Nos baseamos em textos que falam que “toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo” (Mateus 7:19) e assim, nos tornamos obcecados pela produção de frutos, ainda que estes sejam provocados pela força de nosso braço, pela variedade de nossas habilidades, pela persuasão de nossas palavras inflamadas de convicção.

Não que não devamos produzir frutos. Devemos sim produzir frutos, e bons frutos para a glória de Deus. Porém, gostaria de mostrar a você algo lindo e que espero que possa trazer conforto e alívio ao seu coração cansado na caminhada.

No texto que lemos, Jesus não havia ainda começado o Seu ministério de milagres e maravilhas quando dirigiu-se ao rio Jordão para ser batizado por João, o batista. Ele, mesmo não tendo pecado, entrou nas águas e foi batizado por João, apontando um exemplo da necessidade de sepultarmos nossa velha vida para vivermos uma nova em Deus.

Note algo importante aqui, Jesus não havia trabalhado ainda para o Seu Pai Celestial, não havia curado enfermos, ressuscitado mortos, operado maravilhas diante dos olhos dos povos que O cercavam, não havia fama, não havia credenciais, outdoors com o Seu nome, relatórios descrevendo seus feitos.

Todavia, o Espírito do Senhor desceu sobre Ele e a voz do Seu Pai foi ouvida declarando essas lindas palavras “Este é Meu filho em quem me comprazo”. Em outras palavras Deus estava dizendo “Este é Meu filho lindo que Me dá prazer”, “Este é o filho que Amo tanto simplesmente por Ele ser Meu filho”.

Se você ler com atenção e com o coração aberto os quatro evangelhos em especial, você certamente, pela instrução do doce Espírito Santo, perceberá que o objetivo das mensagens de Jesus sempre foi apresentar-nos e revelar-nos o Pai.

Ele falava tanto no Pai que levou Felipe à pedir-lhe:

“…Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta.”

(João 14:8b)

Ele sempre foi apaixonadamente apaixonado pelo Seu Pai ao ponto de dizer que Ele e o Pai tinham e têm tudo em comum:

“Tudo quanto o Pai tem é meu”

(João 16:15a)

“Eu e o Pai somos um.”

(João 10:30)

E ainda disse que era dirigido pelas palavras de Seu Pai:

“Porque Eu não tenho falado por Mim mesmo, mas o Pai, que Me enviou, Esse Me tem prescrito o que dizer e o que anunciar.”

(João 12:49)

Jesus tinha prazer em copiar Seu Pai:

“Então, lhes falou Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que o Filho nada pode fazer de si mesmo, senão somente aquilo que vir fazer o Pai; porque tudo o que este fizer, o Filho também semelhantemente o faz.”

(João 5:19)

Meus amigos, Jesus tinha uma única alegria que sobrepujava qualquer outro sentimento: Ser Filho de Deus!

Ele sabia que mesmo que não fizesse nada em termos de trabalho, ainda assim Seu Pai O amaria como pudemos ver no texto que lemos. Ele sabia que Seu maior título e posição no universo era o de ‘filho’. Tudo que Ele fazia era fruto da obediência em amor ao Seu Pai pelo qual Ele era apaixonado.

As religiões tentam dizer que precisamos fazer algo para sermos aceitos por Deus como Seus filhos. As pessoas ao nosso redor tentam avaliar nossa vida para ver se estamos realmente trabalhando para Deus, mostrando que somos santos, puros, imaculados e superiores em essência e substância. A sociedade nos cobra isso, nossos amigos nos cobram isso, nossos familiares, nossos colegas de trabalho.

E isso cansa e traz mais frustração!

O que fazer então nessas horas? Quando nos sentimos inúteis e fragilizados por não darmos os resultados esperados pelos que nos cercam? Quando percebemos que nossas forças não são suficientes para nos manter inabaláveis diante das tempestades que levam a nau do nosso coração quase ao naufrágio?

Nessas horas a solução está no texto que lemos.

Assim como no batismo, temos que sepultar nossa velha vida, nosso ego, nossa necessidade de reconhecimento, nossos mimos e manhas e sairmos das águas como novos homens, novas mulheres.

Então o Senhor, como no exemplo da pomba descendo sobre Jesus, virá sobre nós e habitará em nossos corações e “paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus”.

E teremos então um único propósito, um único destino, um caminho a trilhar, um único anseio: sermos filhos amados.

Cada dia mais tenho percebido que minha primeira vocação, meu primeiro chamado, meu primeiro ministério, minha primeira missão é de me alegrar simplesmente por ser filho. Meu coração tenta dizer que não estou de acordo, minha mente borbulha de questões loucas e tenta desafiar a simplicidade dessa comunhão de Pai e filho, mas o doce Espírito Santo me faz ver que há um lugar só meu no coração do Meu Pai Celeste que me ama mesmo quando não faço nada pra Ele.

As vezes faço coisas tão simples pra Ele e Ele sorri pra mim, me cutuca com Seu amor, faz brotar um sorriso nos meus lábios acompanhando de lágrimas de emoção. Muitas vezes falo de coisas tão bobas com Ele, me abro sobre minhas fraquezas tão teimosas, lamento pelos meus erros insistentes, espero então por uma face carrancuda de decepção, mas o que encontro? Um olhar tão doce, palavras tão fortes que logo me constranjo e sou obrigado a tentar mudar. Ninguém resiste ao olhar do Senhor!

Sei que um dia meus olhos O verão como Ele é, mas hoje mesmo eu posso conhecê-Lo mais, amá-Lo mais, servi-Lo mais, obedecê-Lo mais, ler mais Sua Palavra, o Manual do Fabricante, que O revela sempre de uma forma mais intensa e linda.

Vamos seguir o conselho sábio de Oséias, seu convite inegável:

“Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alva, a sua vinda é certa; e ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.”

(Oséias 6:3)

Seja filho! Não existe posição mais privilegiada do que esta.

Afinal, o que você acha que é a maior herança de um Pai?

Pense nisso e busque a face do Senhor hoje mesmo!

Ele te ama e quer mudar sua vida!

Um abraço forte!

Gean Pierre

(Escrito em 15/11/2009 – Itajaí – SC – 22:10h)

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2 Respostas to “Ser Simplesmente Filho: Minha Maior Alegria”

  1. É SEMPRE BOM, QUANDO ESTAMOS MEIO DE CABEÇA QUENTE E ENCONTRA
    LEMOS UMA MSG QUE NOS TRAZ UM ALIVIO PARA NOSSA ALMA. FOI O Q ACONTECEU COMIGO. QUE DEUS ABENÇOE VOCE

  2. Legal esse blog!

    Vou add no meu, fica na paz.

    http://julianoassis.wordpress.com

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